segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015



Em comunicado oficial, a Harvard Divinity School, da Universidade Harvard, declarou que um pedaço de papiro antigo, encontrado em 2012 que contém uma menção à esposa de Jesus não é uma falsificação.

Eles acreditam que o fragmento tenha vindo do Egito Antigo, pois contém escritos na língua copta (que foi extinta no século XVII), que afirmam: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa...'''. Em outra parte diz ainda: "Ela poderá ser minha discípula".

A descoberta do fragmento, em 2012, gerou muita polêmica, pois a religião cristã afirmar que Jesus nunca foi casado.

Debates sobre o celibato e o papel das mulheres na Igreja foram novamente reacendidos.

O "L'Osservatore Romano", jornal do Vaticano, declarou na época que o documento era uma farsa, juntamente com outros estudiosos que também duvidaram da autenticidade do papiro baseando-se em sua gramática pobre, texto borrado e origem duvidosa.

A datação do papiro foi feita por radiocarbono e uma análise da tinta feita por espectroscopia Micro-Raman foram realizadas pelos especialistas das universidades Columbia e Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A equipe concluiu que a composição química do papiro e os padrões de oxidação são consistentes com papiros antigos, ao comparar o fragmento do Evangelho da Esposa de Jesus (Gospel of Jesus' Wife - GJW, em inglês) com um fragmento do Evangelho de João", divulgou o estudo. "O teste atual suporta, assim, a conclusão de que o papiro e a tinta do GJW são antigos", acrescentou o comunicado de Harvard.

 A origem do papiro é incerta. Karen King, historiadora da Harvard Divinity School, recebeu o papiro de um colecionador - que em 2012 pediu para permanecer anônimo. Karen King é uma historiadora do cristianismo primitivo.

Ela declarou que o fato da ciência mostrar que o papiro é antigo não prova que Jesus era casado. "A questão principal do fragmento é afirmar que as mulheres que são mães e esposas podem ser discípulas de Jesus - um tema que foi muito debatido no início do cristianismo, num momento em que a virgindade celibatária se tornou cada vez mais valorizada", explicou King em um comunicado. "Este fragmento do evangelho fornece uma razão para reconsiderar o que pensávamos que sabíamos, ao se perguntar o papel que as declarações sobre o estado civil de Jesus desempenharam historicamente nas controvérsias cristãs sobre casamento, celibato e família", acrescentou King.

O fragmento mede quatro por oito centímetros. King declarou que a data do documento - escrito séculos depois da morte de Jesus - significa que o autor não conhecia Jesus pessoalmente.

Sua aparência bruta e os erros gramaticais sugerem que o escritor tinha apenas uma educação elementar, acrescentou.

VEJA O VÍDEOhttps://www.youtube.com/watch?v=5k3g-zj9l1Y

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